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Fornecedor: “A verdade é uma só, se eu não sei
o que vem pela frente, o meu ICC é proporcional a esta incerteza ou
maior.”
Este fato é altamente
negativo para todas as empresas e profissionais que não se
preocupam com isto, considerando que esta política de relacionamento
com os fornecedores irá criar um clima referencial negativo, além de
reduzir expressivamente a qualidade na obra e competitividade orçamentária
nas equalizações, gerando um nível alto de valores nas equalizações
da propostas dos fornecedores.
Um fornecedor inseguro ou
descontente é a pior coisa que um cliente quer ter na sua obra, pois o
mesmo vai com certeza gerar uma série de situações indesejada para
todos, principalmente no que diz respeito aos custos diretos da própria
obra.
O “ICC” hoje tem gerado uma série
de aumentos nos patamares das concorrências, elevando o custo da obra
em pelo menos 3%, segundo pesquisas realizadas junto aos fornecedores e
algumas empresas vítimas do “ICC”.
Muitas construtoras não
conseguem ver o lucro no final da obra depois de pronta e entregue,
justamente por este motivo, e ainda não perceberam que sem diretrizes,
definições prontas, projeto e planejamento, não tem como baixar o
“ICC”.
Falando um pouco sobre cada item
acima indicados, considerados como os principais fatores pelo aumento e
existência do “ICC”, perante os seus potenciais clientes:
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Falta de Projeto:
Se o projeto está incompleto,
incompatibilizado ou inexistente, torna-se impossível quantificar e
valorar o orçamento com precisão.
O fornecedor não tem como fazer
um milagre, pois se contratado terá que aumentar o “ICC” = perda
para o cliente, ou assumir por desespero e no decorrer da obra gerar
reajustes e adicionais indesejados = perda para o cliente.
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Falta de Procedimentos Técnicos e Operacionais:
Sem complicar os procedimentos internos devem fazer
parte integral de todo e qualquer processo de produção, garantindo que
a padronização na maior parte do processo está garantida. Desta
forma, as empresas fornecedoras de cultura compatível com seriedade irão
apreciar este fator, diminuindo ou até mesmo excluindo totalmente o
“ICC”.
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Insegurança do cliente quanto ao escopo:
Se o escopo do serviço não está
claro, o fornecedor com certeza vai assumir algo de forma totalmente
arriscada, com certeza gerando custos adicionais.
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Quantitativo correto devido á falta de definições
em projeto:
O quantitativo de uma obra deve
ser refletivo inclusive na taxa de desperdício praticada pelo mercado.
Mas se não há como nem mesmo se ter um projeto e ou definições
claras, não há como quantificar o escopo.
Imagine por exemplo o transtorno
logístico interno da obra na distribuição de materiais que possam se
tornar vítima do custoso re-manuseio dos mesmos, fora os possíveis
danos causados.
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Falta de compatibilização:
O cliente que não se preocupa
com a compatibilização das frentes e cronograma com certeza vai ter sérios
problemas na obra, principalmente de caráter técnico que resultaram em
custos adicionais indesejados.
O projeto é o primeiro passo de
compatibilização entre todas as frentes, inclusive a manutenção, que
muitas vezes é esquecida ou deixada de lado.
O custo do refazer ou as chamadas
gambiarras pode deixar uma construtora ou cliente no vermelho por muito
tempo, considerando que por lei a responsabilidade é de 5 anos na maior
parte dos itens entregues na obra.
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Reputação do cliente ser muito desorganizado:
A organização é a estrutura de
tudo, mas de nada vale se a cultura de gestão não estiver servindo
como combustível para todas as programações e medidas.
Se uma empresa desorganizada me
convidar para orçar, provavelmente irei recusar a oportunidade, dizendo
que estou sem condições de atender.
EX.: Acontece muito neste caso, o
fornecedor ficar esperando para o início de uma reunião por algumas
horas, e depois de iniciada, ser improdutiva e sem critérios, além de
não ter sido seguido as decisões e muito menos registrada em ata. Inviável!!!
Ex.: E quanto o fornecedor é
solicitado para iniciar a obra com diversos funcionários
expressivamente em uma data sem programação, no estilo urgencial e
quando lá chega, não há frente ou não há materiais disponíveis.
Isto é extremamente desgastante e desrespeitoso, e com certeza vai
gerar uma péssima reputação deste cliente, aumentando e muito o
“ICC” no futuro próximo.
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Falta de compatibilização e esforços do cliente
neste sentido:
O descaso na compatibilização
por parte do cliente é imperdoável pelos fornecedores e com certeza
vai aumentar o “ICC”.
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Falta de clareza na carta convite com total transparência
sobre todos os aspectos:
Uma carta convite clara e
transparente, somada a todos os detalhes e projetos definidos só trazem
benefícios ao nível da concorrência e resultado final na otimização
de verba e prazo, além de assegurar a qualidade técnica do produto
final.
Em muitos casos a carta convite
é tão incompleta e confusa que muitos fornecedores declinam antes
mesmo de orçar.
A carta convite completa serve
claramente como instrumento de pré-qualificação automática dos
fornecedores, reduzindo e muitos a quantidade de reuniões e desperdício
de tempo.
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Planejamento e cronograma compatibilizado:
O planejamento da obra gera uma série
de benefícios a todos os envolvidos, minimizando a margem de erros,
conseqüentemente gerando um cronograma mais preciso e efetivo.
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Respeito as programações de produção:
A notícia corre entre os
fornecedores que o cliente não respeita as programações e a obra é
tocada sem nenhuma organização neste sentido.
Resultado = aumento do “ICC”,
com certeza, além de muitos não estarem dispostos as atenderem a este
tipo de cliente.
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Dentre outros...
Infelizmente a cultura e
mentalidade única e específica de se tentar economizar
ao máximo na obra, gerando um lucro no final, funciona como uma
faca de dois gumes, pois, acaba deixando uma série de fatores
importantes no planejamento e organização da obra, que acaba no final
invertendo o resultado, gerando uma série de problemas e diminuição
no lucro ou saldo contábil negativo.
As inovações de gestão na obra
têm sido o grande diferencial do mercado onde algumas construtoras estão
crescendo em todos os sentidos, obtendo lucros sólidos e consistentes;
enquanto que outras estão rumo ao lado oposto, sem perspectivas e com
saldos negativos para cobrir, acumulando-se gradativamente.
Inove a sua empresa, a sua
mentalidade e informe-se das novas formas de se tocar um empreendimento
ou obra, otimizando ao máximo os valores disponíveis desde o orçamento
até a entrega final.
Existem hoje várias formas de se
organizar um pré-orçamento e concorrência para garantir que os seus
planos estão dentro dos previstos e programados. Dentre elas a concorrência
“on line” onde tudo na sua maioria é resolvido on line, evitando
reuniões excessivas e improdutivas, pois se as definições já estão
claras, o quantitativo de acordo e projeto concluído, o restante pode
ser aparado via internet até a negociação final.
Imagine o seguinte, se o
fornecedor tem tempo e cultura suficiente para participar de uma concorrência
“on line”, o que hoje é o básico, este alinhado ao nível mínimo
organizacional e cultural a qual o cliente necessita.
Em economia a expressão mais
utilizada é que “Os lucros estão nos mínimos detalhes!”
Hoje no Brasil existem diversas
empresas e profissionais que podem auxiliar a todos na inserção do
conceito moderno de gestão na obra, por menor que seja.
Lembrando que o custo disto é
muito menor que o custo a qual o cliente irá deixar de lucrar no
empreendimento ou obra.
A exemplo da prática no
resultado deste trabalho, cito a Engekons Engenharia e Consultoria que
possui clientes onde já utilizam-se destes serviços e têm conseguido
um resultado bastante eficaz na lucratividade final do empreendimento.
Todavia, no caso de toda e qualquer oportunidade encontrada no dia-a-dia
de otimizar verbas, qualidade e prazo são imediatamente repassadas aos
clientes, mantendo um relacionamento de compromisso com o resultado.
Pense nisso, evolua e continue
competitivo no mercado!
Autor: Engº Itio Iamamoto Jr.
ENGEKONS
ENGENHARIA E CONSULTORIA LTDA. |