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Como observador de obras em
lançamento em todo o Brasil, tenho visto uma coisa que dói os olhos, mas mostra
o quanto ao brasileiro é criativo.
Tenho visto inúmeras obras em lançamento, cujo showroom é todo em drywall, mas
drywall interno sendo utilizado no ambiente externo, no caso chapas RU =
Resistente à Umidade e até mesmo chapas ST = Standard para áreas secas. Mas
essas chapas são todas produzidas especificamente para serem utilizado em
ambientes internos ou enclausurado, jamais exposto ao relento e ação do tempo.
Essa criatividade indevida mostra que se não lermos a bula ou instruções de uso
antes, corremos o risco de invalidarmos o que compramos.
O mais interessante é que mesmo assim, até mesmo algumas fachadas têm utilizado
chapa normal de drywall, que mesmo com uma boa impermeabilização, correm o risco
iminente de se desfazerem ou exigirem uma manutenção muito mais custosa que a
comum em obra com chapeamento cimentício = drywall externo.
Lembrem-se que as chapas que contém gesso internamente e com cartão comum, seja
RU ou ST, são produzidas e especificadas para uso interno somente e não expostos
diretamente ao relento, isso compromete seriamente o desempenho do produto. O
correto é utilizar chapa cimentícia que é altamente resistente a umidade com
incidência direta.
Só para se saber, se mergulharmos pedaços iguais de chapas RU e Cimentícia em um
balde de água, a chapa RU irá desencadear um processo de deteorização em algumas
horas, iniciando pela separação entre o cartão e o miolo da chapa = gesso
composto; já no caso de uma chapa cimentícia, essa deverá permanecer normal,
como se nada estivesse acontecendo ao seu redor, inclusive se for mantida por
alguns meses e até anos nessas mesmas condições.
O tratamento de juntas externas também tem que ser compatível e resistente a
umidade e relento, e jamais se deve utilizar o tratamento de juntas comum
interno, no relento.
Engº Itio Iamamoto Jr, Consultor
Técnico |